CAPES 7×1: Por que paralisar uma pós-graduação?

Coletivo de Estudantes do IMS_UERJ

Ou, remodelando a pergunta acima: por que continuar as atividades da pós-graduação em um clima de normalidade no contexto atual? No estado do Rio de Janeiro, vemos nossas Universidades Estaduais e o órgão de fomento à pesquisa científica (FAPERJ) sem condições de funcionarem para atender às demandas de ensino, pesquisa e extensão com a qualidade necessária, à beira da inviabilidade total, mas ninguém assume a responsabilidade por isso e as providências necessárias para superação desse quadro são proteladas pelo governo estadual.

No âmbito do governo federal, assistimos ao achincalhamento público dos direitos sociais por este governo ilegítimo, por exemplo, com a extinção e desmonte de diversos Ministérios estruturantes de importantes políticas públicas. Entre os extintos está o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o que provoca imensa incerteza sobre os rumos da política nacional de pesquisa científica, tecnológica e inovação do país e suas consequências sobre a produção científica nas universidades.

Diante disso, o que, em geral, temos feito no âmbito das pós-graduações? Produzir, produzir, produzir… Sempre com a justificativa de atender aos requisitos colocados pela CAPES. Num horizonte próximo, haverá CAPES? A dinâmica da pós-graduação está assim tão deslocada da dinâmica universitária que nos coloque numa posição de excepcionalidade, no contexto de uma Universidade em crise e em greve? E os programas de pós-graduação que paralisaram suas atividades, na UERJ e fora dela, por que e como fizeram?

Essas e outras questões nos convocam ao posicionamento claro e à militância ativa. Por isso, o Coletivo de Estudantes do IMS/UERJ convida para uma grande roda de conversa com a participação do PPGAS-Museu Nacional/UFRJ (Programa CAPES 7 que paralisou suas atividades) e das demais pós-graduações da UERJ que encontram-se em greve ou paralisadas, que será seguida de uma Assembleia discente do IMS que visa discutir e problematizar o “modo greve” adotado pelo IMS na atual conjuntura. O microfone estará aberto, não haverá centralidade de fala e ocuparemos o saguão do térreo da UERJ. Há vida, há luta na UERJ! Há vida, há luta na pós-graduação!

A concentração será nos pilotis, próximo à entrada que dá acesso ao metrô.

13:00-15:00h: Roda de conversa

15:00-17:00h: Assembleia dxs estudantes do IMS

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