Estela Aquino avalia parcerias entre instituições de pesquisa ligadas ao câncer

Estela Aquino, pesquisadora do ISC-UFBA
Estela Aquino, pesquisadora do ISC-UFBA. Foto de Flaviano Quaresma.

Não é recente que instituições de pesquisa e universidades firmam parcerias contributivas em vastas investigações ligadas ao câncer no Brasil e entre instituições brasileiras e estrangeiras. Essas parcerias que envolvem muitos pesquisadores, principalmente na área epidemiológica, têm apresentado avanços importantes na compreensão do campo e saberes. Estela Aquino, professora e pesquisadora do Instituto de Saúde Coletiva (ISC-UFBA), disse que parcerias como essas são importantíssimas. “Isso possibilita que além da produção de novos conhecimentos, viabilize a formação de novos quadros como acontece com os minicursos que ocorrem periodicamente, trazendo importantes nomes para discutir nuances significativas”, afirmou. Dois desses minicursos aconteceram no Auditório do IMS, Missing Data e Rastreamento em câncer, nos dias 5 e 6 de maio, trazendo as pesquisadoras Bianca DeStavola e Karla Diaz-Ordaz (Missing Data) e Isabel dos Santos Silva (Rastreamento em câncer); uma colaboração entre a London School of Hygiene and Tropical Medicine e o IMS.

Ao contar sobre a parceria entre ISC e IMS, por exemplo, Estela disse que essa relação é antiga. “Fui professora do IMS, aluna de residência durante o mestrado e tive o privilégio de realizar muitas outras parcerias com grupos diferentes e produtivos”, disse a pesquisadora, que é formada em Medicina e doutora em Saúde Coletiva pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). “Outra parceria que é preciso destacar é com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), especificamente com Maria Teresa Bustamante Teixeira, que vem realizando um trabalho excelente em epidemiologia, mais especificamente do câncer. Na USP, o José Eluf Neto é o nome a se enfatizar, por ser um dos maiores pesquisadores na área de epidemiologia do câncer no Brasil. Na UERJ, temos Gulnar Azevedo, do IMS, referência fundamental quando o assunto é epidemiologia do câncer de mama”, ressaltou.

Para Estela Aquino, as parcerias, no Brasil, entre IMS, ISC, USP e UFJF, reúnem pesquisadores que têm muita experiência, o que faz com que a área epidemiológica do câncer apenas ganhe. “A epidemiologia faz parte da Saúde Coletiva, o que é uma característica brasileira”, disse Estela. Decisão esta que foi tomada no âmbito da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), como explicou a pesquisadora, que ressalta que os fenômenos epidemiológicos têm carácter interdisciplinar, complexos, e que os diálogos entre diferentes áreas  são importantíssimos, como exemplo, profissionais e pesquisadores que têm distintas formações disciplinares. “Trabalhar em rede, com estudos multicêntricos, visa potencializar a compreensão da complexidade dos fenômenos, por mais qualificados que sejam os pesquisadores de cada instituição de pesquisa. Essa é um pensamento que é compartilhado entre o ISC, IMS, USP e UFJF”, pontuou.

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