A defesa pelo SUS no contexto de crise marca cerimônia de abertura do 7º CBCSHS

Grupo Flor Ribeirinha – Fotos: Flaviano Quaresma

Começou no domingo, dia 9 de outubro, na UFMT, em Cuiabá, o 7º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde (7º CBCSHS). Além das oficinas, que abriram a programação do evento no âmbito do pré-congresso, a cerimônia de abertura às 19h, reuniu estudantes, pesquisadores e profissionais de saúde no Teatro da UFMT com direito a apresentação do grupo Flor Ribeirinha ao som da tradicional viola de cocho. A defesa pelo SUS no contexto de crise atual no Brasil, marcou a cerimônia de início do Congresso.

Tatiana Gerhardt

Na mesa de abertura, estiveram presentes a presidente nacional do Congresso e coordenadora da Comissão de Ciências Sociais e Humanas em Saúde da Abrasco, Tatiana Engel Gerhardt (UFRGS); a presidente da comissão local do Congresso, Reni Barsaglini (UFMT); a secretária adjunta de políticas e regionalização da Secretaria de Saúde do Estado (SES-MT), Maria Salete Ribeiro; Diógenes Marcondes, representando o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado (Cosems/MT); Lívia Mondim, coordenadora de pesquisa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapemat); Gastão Wagner, presidente da Abrasco; Suely Correa de Oliveira, da Associação Nacional de Educação Popular em Saúde do Mato Grosso e representando a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo; Gisela Bruken, diretora do ISC/UFMT, que representou a reitoria da UFMT; e Joaquim Molina, diretor da Organização Pan-americana de Saúde no Brasil.

Tatiana Gerhardt destacou o trabalho da Comissão do 7º Congresso, mas também da Comissão de Ciências Sociais e Humanas em Saúde da Abrasco, ressaltando a incessante busca por interação e inter-relações entre grupos de pesquisa e instituições para pensar em soluções para o campo da Saúde Coletiva diante da crise político-social do Brasil. Uma inter-relação que está presente em toda a programação do Congresso. Para ela, este evento marca uma abertura ainda mais ampla para discutir novas formas de produção de conhecimento do campo saúde articuladas às várias instâncias sociais, como exige o contexto atual das inter-relações.

Joaquim Molina

Joaquim Molina, diretor da Organização Pan-americana de Saúde no Brasil, enfatizou o compromisso da OPAS no Brasil: o SUS gratuito e universal. Afirmou que a OPAS acredita no SUS e no Brasil, nas instituições brasileiras e nas pessoas e por isso tem aqui o maior escritório da OPAS fora de seu país de origem. “Temos um grande compromisso com a saúde no Brasil e, principalmente, com uma sistema de saúde que aqui se está construindo”, ressaltou.

Gastão Wagner

Gastão Wagner, presidente da Abrasco, destacou o papel das Ciências Sociais e Humanas para a Saúde e como esse envolvimento promoveu mudanças significativas para a área. Por isso, disse ele, “é impensável um profissional formado em Saúde Coletiva, não estar articulado com a Epidemiologia, com a Política e Gestão e, ainda, com as Ciências Sociais e Humanas. Gastão reforçou a necessidade dessas articulações em ultrapassar os muros das universidades e centros de pesquisa e alcançar a população, alcançar o nível humano e social do cenário das populações no Brasil. Essa ideia tem casado com a proposta de repensar as ações no âmbito da defesa do SUS e de suas estruturas, formando um composto de respostas às questões atuais envolvidas no contexto do Sistema Único de Saúde.

 

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