Abrasco lança campanha para fortalecer a Saúde Coletiva

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) está com a campanha “Fortaleça a Saúde Coletiva. Associe-se à Abrasco”. O objetivo é fazer com que a Associação possa garantir autossustentabilidade para defender o Sistema Único de Saúde e a Saúde Coletiva. Em 2016, apenas 1.231 pesssoas pagaram anuidade da instituição, desenhando assim, um cenário preocupante, principalmente diante de enorme crise democrática no Brasil e com a PEC 55.

A Abrasco foi criada com o objetivo de atuar como mecanismo de apoio e articulação entre os centros de treinamento, ensino e pesquisa em Saúde Coletiva para fortalecimento mútuo das entidades associadas e para ampliação do diálogo com a comunidade técnico-científica e desta com os serviços de saúde, as organizações governamentais e não governamentais e a sociedade civil. Sua forte participação na 8ª Conferência Nacional de Saúde, realizada de 17 a 21 de março de 1986, estabeleceu sua postura intransigente de defesa da proposta ali consagrada do Sistema Único de Saúde – SUS, aprovada na Constituição de 1988.

Ao longo de sua atividade, a Abrasco participou e segue presente em diversos espaços de representação social, como o Conselho Nacional de Saúde (CNS), Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), e fóruns de Ciência e Tecnologia, mantendo voz ativa na formulação e no monitoramento das políticas públicas de saúde, de educação e de ciência e tecnologia.

Com a PEC 55 (congelamento dos investimentos federais em áreas como educação e saúde pelo período de 20 anos), torna-se ainda mais necessária uma atuação mais autônoma para ações de defesa do SUS. Segundo Ligia Bahia, membro da Comissão de Política, Planejamento e Gestão da Abrasco, em recente artigo publicado em O Globo, “menores orçamentos para saúde não resultarão em mais dinamismo do setor privado e melhor qualidade das despesas no SUS. Degradação da rede pública, desabastecimento de medicamentos, queda de investimentos em pesquisas, combinados com redução da renda e desemprego, afetam toda a cadeia produtiva. Os motores setoriais movem insumos industriais, serviços especializados, instituições de formação de pessoal e mídia. Racionar remédios e limitar a variedade de estratégias terapêuticas não são necessariamente sinais positivos para o mercado farmacêutico”.

Saiba como se associar à Abrasco AQUI.

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