“A busca pelo reconhecimento da excelência acadêmica” é tema de atividade no IMS

Na quarta-feira, dia 12 de julho, vai ser realizada a atividade “A busca pelo reconhecimento da excelência acadêmica”, às 15 horas, no auditório do IMS-UERJ. Essa atividade faz parte da disciplina “A grande narrativa do IMS/UERJ, pelos seus Autores” da pós-graduação do Instituto de Medicina Social e está ligada diretamente ao estudo que está sendo desenvolvido pelo estudante de doutorado Leandro Gonçalves. De acordo com ele, nesta atividade, deseja-se produzir memória e reflexões sobre os debates e decisões que levaram a CAPES reconhecer a excelência acadêmica do IMS no início da segunda década dos anos 2000, primeiro com a nota 6, e agora com a 7. Participarão desse encontro os professores Cid Manso Vianna, Eduardo Levcovitz, Guilherme Werneck e Kenneth Camargo Jr..

“Ainda que o Instituto sempre tenha sido uma importante referência na produção de conhecimento na área da Saúde Coletiva, lócus de produções e sujeitos fundamentais na própria estruturação da área, o reconhecimento oficial pelos órgãos de fomento aconteceu recentemente, após importante mobilização institucional. Para sairmos da nota 4, nota que nos foi atribuída por longo tempo, houve uma relevante reestruturação interna, burocrática e produtiva. Os impactos disso são a nota 7 e suas consequências simbólicas positivas, a autonomia na gestão e o aumento no volume dos recursos vindos dos órgãos de fomento, a busca incessante pelo aumento da produção – induzida pelos próprios órgão de fomento -, o escalonamento da qualidade docente medida pela produção acadêmica – corpo permanente ou colaborador -, e produção acadêmica fortemente dirigida a formas acadêmicas de rápida construção e difusão, como os artigos e os capítulos de livro, para divulgação em revistas científicas e coletâneas”, disse Leandro.

Em virtude destes impactos e de algumas características particulares do Instituto, que se manteve agregado em um único programa de pós, preservando certo trânsito entre diversas disciplinas e sua verve crítica (sob ameaça?), a discussão sobre a reestruturação interna nunca deixou de estar viva, levando o Instituto a ser importante referência nas propostas de revisão dos critérios de avaliação da CAPES. Contudo, os debates e os modos de produção internos parecem ter nos dirigido para o âmbito exclusivamente acadêmico. Neste sentido, seria ainda possível articularmos organicamente a produção acadêmica com outras dimensões externas à academia, como as políticas de Estado, a gestão de serviços e a militância política? Seríamos capazes de estabelecer critérios de avaliação mais sensíveis à relevância social e política das nossas produções?

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