MOÇÃO DE APOIO À UERJ

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), uma das mais importantes universidades públicas do país, enfrenta a pior crise de sua história, fruto da equivocada política econômica a nós imposta, forçando medidas radicais de austeridade econômica que historicamente mostraram-se não apenas ineficazes em dar conta de crises fiscais, como as agravaram, trazendo maior sofrimento aos povos dos países que seguiram esse caminho. Fruto também de decisões equivocadas de renúncia fiscal pelo governo do estado do Rio de Janeiro, mas sobretudo do descaso que o mesmo governo tem mostrado para com as suas universidades. Salários atrasados, insuficiência de recursos para serviços essenciais de limpeza e segurança, e uma acintosa indiferença para os danos atuais e potenciais desse descaso, são um verdadeiro atentado ao patrimônio público, além de comprometerem a sobrevivência de uma instituição que tem um papel essencial para a superação da crise.

A UERJ é pioneira em medidas de grande alcance social, como a oferta de cursos noturnos e cotas para estudantes de escolas públicas e afrodescendentes.  Tem particular relevância para a saúde coletiva, pela importância de seu Instituto de Medicina Social, pela excelência de seus cursos de graduação nas várias profissões de saúde, e pelas suas unidades de saúde, a policlínica Piquet Carneiro e o Hospital Universitário Pedro Ernesto, um dos primeiros a participar do convênio MEC/MPAS, ponto de inflexão na relação dos hospitais universitários com a atenção à saúde da população.

A UERJ luta, mantém suas atividades, cursos e laboratórios,  mas o governo do estado do Rio de Janeiro não mostra qualquer alteração em sua opção política pelo descaso com a Universidade, motivo pelo qual a Abrasco, na plenária de seu X Congresso de Brasileiro de Epidemiologia, em Florianópolis, Santa Catarina,  manifesta seu apoio à UERJ e seu repúdio à política de destruição das universidades e instituições de ciência e tecnologia pelo descaso e abandono.

A UERJ resiste!

X Congresso Brasileiro de Epidemiologia

Florianópolis, 11 de Agosto de 2017

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