(Português do Brasil) Carta de apoio à UERJ por Maria Andréa Loyola

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Neste último domingo, dia 20 de agosto de 2017, sob o título “Feriadão”, Elio Gaspari publicou em sua coluna, uma nota na qual critica a Uerj por ainda em estado de greve, seu Reitor ter decretado ponto facultativo para o dia 8 de setembro; como se este fato representasse tirar vantagem, para não trabalhar, principalmente do fato de sua dependência administrativa do Estado, que, aliás foi quem decretou esse “feriado.“ Embora amplamente divulgadas pela imprensa, Gaspari parece desconhecer as condições a que o Estado relegou a Universidade nos últimos  anos: sem coleta de lixo, manutenção, segurança, salários e bolsas em dia, tornando inviável o funcionamento dos cursos de graduação para seus mais de 40.000 alunos e precarizando  a pesquisa científica e os numerosos serviços que presta à comunidade nas áreas de, ensino médio, saúde, psicologia, odontologia, direito, cultura, terceira idade entre várias outras.

Mesmo assim a pós-graduação continuou funcionando e grande parte dos docentes e funcionários permaneceram trabalhando. Imediatamente após o Governo ter pago, nas duas primeiras semanas de agosto, os três últimos meses de salários dos docentes e funcionários e bolsas atrasadas dos estudantes, o Reitor marcou o início do ano letivo de 2017 para o dia 21 deste mesmo mês. No entanto, o restaurante universitário permanece fechado, não foram pagos o 13º salário de 2016, bolsas de programas especiais, professores substitutos, empresas contratadas e, o que é pior, nenhuma perspectiva de regularização das obrigações do Estado para com a Universidade, a partir de agosto, é apontada.

Descasos como esses, que já reduziu à metade a procura por seu vestibular, é que a Uerj pretende superar assumindo integralmente e de forma autônoma sua própria administração, o que, aliás, reivindica há várias décadas.

Elio Gaspari  parece se alinhar entre aqueles que acham que apenas o setor privado, em seu caso, pelo menos na área da formação universitária, trabalham como deveriam.

Maria Andréa Loyola
Rua General Glicério 335, ap. 401
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Te.: 2556 1241

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