(Português do Brasil) Seminário Estratégico do IMS debate estrutura institucional e acadêmica

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Nos dias 9, 10 e 11 de abril, o Instituto de Medicina Social da UERJ promoveu Seminário Estratégico, no CCBB e Auditório do IMS, para discutir sua estrutura institucional e acadêmica. O evento, fechado ao público, contou com palestra de abertura ministrada por Naomar de Almeida Filho, pesquisador e professor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Naomar apresentou o tema “A Universidade num estado de mal-estar social: desafios e rumos para a Saúde Coletiva”, enfatizando a existência de uma estrutura que transforma desigualdade em iniquidade, tanto na educação quanto na saúde.

A programação preparada para os três dias foi intensa. Os grupos de trabalho aprofundaram as questões discutidas no Pré-Seminário (Marco-Zero) do IMS, ocorrido em 5, 6 e 7 de fevereiro de 2018. O Pré-seminário foi organizado em torno de 4 painéis (Saúde Coletiva no Brasil; Panorama Internacional da Saúde Coletiva; Pesquisa, produção intelectual e financiamento; Projeto Político-pedagógico), seguidos de dois Grupos de Trabalho (Ensino e Pesquisa) e da plenária final, com a apresentação dos relatórios dos dois GT’s. Sérgio Carrara, pesquisador e professor do IMS, falou da importância da realização do Seminário e avaliou que o resultado das discussões foram exitosas.

Pesquisadores externos foram convidados para debater as propostas apresentadas pelos GTs. André Lázaro, da UCS/UERJ, debateu as propostas do GT Acesso e Permanência; Reinaldo Guimarães (IMS/UERJ), Egberto de Moura (SR2/UERJ) e Dina Czeresnia (Fiocruz) debateram as propostas do GT Pesquisa; Cristiani Machado (Fiocruz) e Egberto de Moura (Fiocruz) debateram as ideias do GT Ensino; Ítalo Moriconi (IL/UERJ) e Luciana Lima (Fiocruz) debateram o GT Publicações; e João Feres (IESP/UERJ) e Rogerio Lannes Rocha (Fiocruz) debateram as propostas do GT Comunicação. Reinaldo Guimarães comentou sobre o Seminário no vídeo abaixo.

No final da programação, no dia 11/04, Gastão Wagner, presidente da Abrasco e professor da Unicamp, apresentou o estado de crise na saúde e suas propostas para conseguirmos fortalecer o Movimento da Reforma Sanitária e transformar o Sistema Único de Saúde. Para Gastão, o SUS avançou, entretanto vem sendo conduzido de forma precária. O presidente da Abrasco ressaltou que 70% da população brasileira utiliza o SUS e esse dado não é irrelevante. Por isso é necessário cuidar de sua ambiência, com a eficiência da gestão pública. “O SUS vem conformando uma ética, uma estética e um padrão de funcionamento precários. Há um padrão de descaso e de desrespeito à dignidade humana”, disse. Diante da grave crise que envolve o Brasil, o estado do Rio de Janeiro e a UERJ, Gastão revelou uma “inveja boa” quando ficou sabendo que o Instituto de Medicina Social propunha discutir sua estrutura institucional e acadêmica. “Vocês são guerreiros”, disse Gastão.

 

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