(Português do Brasil) Minicurso “Saúde, Trabalho e Cidadania na formação da República Brasileira” no Pré-Abrascão

Disculpa, pero esta entrada está disponible sólo en Portugués De Brasil. For the sake of viewer convenience, the content is shown below in the alternative language. You may click the link to switch the active language.

Este curso busca problematizar a importância do campo sindical para a construção de uma base social organizada e permanente de apoio ao SUS. Recuperando a Reforma Sanitária Brasileira, apresentaremos evidências empíricas e fundamentos teóricos que nos permitam examinar as lutas do trabalhismo brasileiro e da saúde pública, suas raízes históricas e seu impacto para a constituição da própria democracia.

Em termos teóricos, discutiremos como a superação do controle privado sobre a reprodução da saúde e do trabalho está na base do que se convencionou chamar de lutas pela redemocratização do Estado e formação da cidadania. Todavia, em que pese a convergência das lutas pelo reconhecimento público desses direitos, apontaremos que o sanitarismo e o sindicalismo brasileiro possuem concepções teóricas e práticas politico-programáticas distintas que limitaram a construção de um campo comum de atuação.

A título de conclusão serão abordados os limites e as possibilidades da aproximação entre esses dois movimentos sociais.

i- Primeiro momento: avaliação de bancos de dados

Serão apresentadas evidências da aproximação historicamente precária entre a organização da saúde pública e a atuação politica sindical. Os efeitos desse diálogo precário entre sanitaristas e sindicalistas, serão localizados na abordagem das elevadas taxas de acidentes de trabalho e na subnotificação dos mesmos, além da identificação da dinâmica de expansão dos planos de saúde, formalizados, em sua maioria, em mesas de negociação coletiva.

A sessão terá por base o exame dos Bancos de dados do DIEESE, da ANS, do DATASUS e do Ministério da Previdência Social (MPAS);

ii- Segundo momento: avaliação das teses sanitaristas e da sociologia do trabalho

Por meio da avaliação das principais teses sanitaristas e da sociologia do trabalho, localizaremos as especificidades teóricas de cada campo, os argumentos mais relevantes, os impasses e as disputas que historicamente nortearam as lutas em torno da construção dos direitos de cidadania.

Visitando autores centrais às respectivas áreas, examinaremos os pontos de convergência e as tensões teóricas que limitaram uma aproximação consistente entre a construção da saúde pública e a regulamentação do trabalho, suas agendas e estratégias de atuação política.

iii- Terceiro momento: um campo comum de questões

No esforço de sistematizar as razões teóricas e empíricas da descontinuidade histórica entre as estratégias sindicais e as ações do campo sanitaristas, será proposto um debate visando o levantamento dos limites e oportunidades que se colocam à integração política das lutas. Para tanto, será exposto o quadro atual da integração institucional que a saúde do trabalhador/a encontra no SUS, localizando a quantidade e a distribuição regional de Cerests, além da sua integração com os serviços de Atenção Básica, Média e Alta Complexidade. Com vistas a compreender o nivel dessa integração, considerações acerca da Política Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (PNSST) também serão expostas.

iv- Considerações finais:

Apontaremos que a superação do distanciamento teórico e politico entre sanitarista e sindicalistas é fundamental para os propósitos democráticos da reforma sanitária e para a realização dos direitos públicos do trabalho. O argumento é que a persistência desse “diálogo precário” vem conferindo um caráter inacabado ao projeto reformista da saúde no plano institucional, e que esta condição é congruente com a frágil incursão de uma consciência sanitária no campo sindical. Sendo expressão dessa condição política a revindicação de planos coletivos de saúde, a baixa institucionalidade dos Cerests, e as elevadas taxas de acidentes de trabalho e sua subnotificação.

Dentre os apontamentos, constará a formulação de que a implementação do SUS é convergente com as demandas sindicais em saúde, o que exige um processo de formação política radical voltado tanto para as organizações trabalhistas quanto para o campo sanitário. Assim sendo, o curso proporá um debate exploratório, porém propositivo, das oportunidades que se colocam para a construção de uma agenda política comum entre sanitaristas e sindicalistas, tendo em vista a formação de uma base social coerente de lutas pelos direitos públicos da saúde e do trabalho.

 

Minicurso “Saúde, Trabalho e Cidadania na formação da República brasileira”

24/07/2018 – das 13 às 17h – Inscreva-se AQUI

Público Alvo: Pesquisadores da saúde pública e das relações de trabalho no Brasil (docentes e discentes) e movimentos sociais (sindicalismo);

Expositores: Ronaldo Teodoro (Professor IMS-Uerj/Pesquisador CERBRAS/Ufmg); Lucas Cabral (Mestrando IMS/Uerj); Marta Freitas (Sindicalista coordenadora do FSPSST/MG);

Carga horária: 6 horas

Número de Vagas: 20

Deja un comentario

Tu dirección de correo electrónico no será publicada. Los campos obligatorios están marcados con *